6 junho , 2018

Indefinição nas entregas de milho e de ração, bem como de animais prontos para o abate

“Certamente a cadeia de milho foi a que mais sofreu com a greve dos caminhoneiros: primeiro, com a morte de milhões de aves e com os problemas de alimentação de milhares de suínos. Agora, com os gravíssimos problemas de entrega de milho e de ração, de um lado e de animais prontos para o abate e dos abatedouros para exportação, de outro, devido à grande indefinição dos fretes. Isto está estrangulando o setor, literalmente”. A afirmação é do analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica.

Segundo ele, com vendedores pedindo preços muito elevados no RS, SC e PR, houve consultas nesta terça-feira de milho no MS, para entrega em junho e julho: “Como foram empresas de SC, os preços que ouvimos foram de R$ 43,00 para pagamento em 30/6 e R$ 41,50 para julho, CIF Mondaí e Chapecó, ambas no oeste do estado. E, ao que parece, duas cooperativas de MS teriam vendido nestas condições”.

Pacheco acrescenta que existem ofertas spot no MS na casa dos R$ 35,00 (vendedor em Maracaju), com comprador a R$ 33,00, como ideia: “No MT encontramos vendedor de 20.000 sacas de milho a R$ 22,00 FOB em Sorriso”.

MILHO NA B3

Com o mercado físico praticamente travado, devido às incertezas sobre os fretes, as cotações do milho na B3 fecharam novamente em queda para todos os meses, exceto novembro, que fechou com alta de 0,12%. Como não há praticamente mercado físico nesta terça-feira, as oscilações da B3 são meramente especulativas e não representam necessariamente uma tendência a curto prazo.

“Haverá que se esperar as definições do mercado físico, não apenas dos fretes que abastecem as granjas, como também a exportação, mas da situação de toda a cadeia, que ficou grandemente fragilizada pela mortandade de frangos e deficiência alimentar (atrasando entregas) dos suínos) e da própria exportação, cujos primeiros contratos deveriam ser fechados agora, para começar a entregar em agosto. Mas, nada pode ser feito sem se conhecer o frete e tudo está virtualmente paralisado”, conclui Pacheco.

 

Fonte: AgroLink

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